Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

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Miguel Brito
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by Miguel Brito »

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Aqui na companhia do Oval de 1955 do Fernando Palmela.

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E como não podia deixar de ser, a mnhã acabou com um almoço de chocos grelhados com batata e azeite, no "Veleiro", o Clube Naval da Moita.

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Almoçar junto aos barcos, e falar de VW's. Um almoço excelente de domingo.

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Miguel Brito
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by Miguel Brito »

As férias já começaram! Fui rezar a Meca...

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BrunoMiranda
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by BrunoMiranda »

Boas,
Indiscutivelmente para mim o carro mais bonito do mundo, no cabrio em cinza, quais são as cores das capotas? hein?

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Miguel Brito
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by Miguel Brito »

"...no cabrio em cinza, quais são as cores das capotas? ..."

Provavelmente apenas preto.
http://www.thesamba.com/vw/archives/lit ... /page3.jpg
http://www.thesamba.com/vw/archives/lit ... /page3.jpg

No entanto poderá ficar apelativo em bordeaux ou castanho.
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Miguel Brito
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by Miguel Brito »

RESUMO ANUAL 2009
Karmann-Ghia Coupé type 14, 1963


Foram realizadas as seguintes intervenções no karmann-ghia, ao longo deste ano que terminou, de 2009:

Cabo de embraiagem (Júlio Monteiro)
Mudar cabo embraiagem e acertar farois (Auto Luso-Alemã)
Inspecção Obrigatória (Pampilheira)
Seguro anual obrigatório (Liberty-ACP)
Bateria 6V 90AH (Júlio Monteiro)

O total das despesas acima discriminadas somou 208,42 euros, o que vem a dar a média de 17,37 euros/mês. Inclui, conforme se nota, absolutamente tudo, incluindo seguro obrigatório. Não está aí contabilizada a gasolina gasta.

A quilometragem anual somou 1180 km’s, o que dá o valor médio de 98 km’s/mês.

A gasolina gasta ao longo destes 1180 km’s foram exactamente 100 euros para aproximadamente 76 litros de super 98 octanas. O que vem a dar 8,33 euros/mês de gasolina.

A média geral de consumo é assim de 6,50 litros/100km’s, no geral. O valor parece anormalmente baixo, ao que não é alheio o facto de se tratar de baixas quilometragens, o que introduz factores de erro de cálculo, pelo que se deve considerar apenas o valor clássico standard, ou seja 7,5 litros/100km.

O total de despesa de uso soma assim 17,38 euros/mês de manutenção a 8,33 euros/mês de gasolina, para um custo combinado de 25,71 euros/mês para realizar 98 km/mês.
Este valor inclui tudo, despesas diversas e gasolina.
Este é o custo total absoluto de uso efectuado no ano de 2009.
Vem a dar 26 cêntimos por km.

Analisando as despesas efectuadas podemos notar os complementos necessários á superação da inspecção, somados aos trabalhos do ano anterior e melhorando o funcionamento geral do carro. De resto, o seu funcionamento continua perfeito, com baixo ruído, boas prestações e apresentação.

A nova bateria, que custou 92,40 euros no Júlio Monteiro, segue-se á comprada em 2006 na Companhia dos Clássicos, por 178,35 euros...
Portanto, durou três anos, e agora comprei outra 86 euros mais barata...
Daqui se comprova a necessária atenção para descobrir e recorrer aos profissionais mais adequados, e não apenas aos “locais da moda”.

Assim sendo, segue-se um novo ano, sempre a somar km’s.

VW clássico, para um mundo melhor e mais feliz!

“Errar não é opção, VW é a solução!”
(Frase do Guru, origem a 17 Janeiro 2007)


Actividade desenvolvida:

A 28 de Março de 2009 tive a oportunidade e privilégio de poder usufruir da pista do Autódromo do Estoril, integrado na apresentação do Campeonato de Clássicos, e por organização de Ricardo Grilo. Foi disponibilizada a possibilidade de diversas voltas à pista, onde pude experimentar os limites do karmann-ghia em pista, com as naturais limitações do carro e respectivo condutor.
Uma experiência única, muito diferente do ambiente de estrada, numa realidade alternativa e sedutora de ambiente de competição.

Já no Verão, em 19 de Julho de 2009, uma visita ao encontro mensal do Hacets, permitiu aproveitar de uma bela manhã de clássicos, reflectindo-se na escolha de uma fotografia do meu carro para integrar a imagem de abertura do portal do Hacets na internet.

Em Outubro de 2009, no fim de semana de 3 e 4, participei no 15º Clássico encontro do VW Ar Clube de Portugal, realizado em Estremoz, somando 469 km sem quaisquer percalços. Foi usada uma fotografia com o karmann-ghia como referência no Fórum Clássicos Online.

O mau tempo que se fez sentir de Outubro em diante reduziu drasticamente as oportunidades de uso, mas aguardam-se novos projectos para o ano de 2010 que se inicia.

Segue-se um novo ano, sempre a somar km’s.
VW clássico, para um mundo melhor e mais feliz!
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"

ANDRE KARMANN
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by ANDRE KARMANN »

Boas,

Miguel parabens pelo lindo carro que tens, tambem sou possuidor de um karmann de 63 mas ainda em fase de restauro, vai ficar com duas cores como o teu, em vermelho ferrari e tejadilho em branco com interiores brancos.
O julio monteiro tem peças para o karmann?
Ganda abraço e mais uma vez parabens......o mais belo de todos os vw

Fernando Palmela
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by Fernando Palmela »

[quote="Miguel Brito"]Image

Aqui na companhia do Oval de 1955 do Fernando Palmela.

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MBrito ainda nao tinha vindo por aqui, LINDOS vou manda fazer um poster :arrow: :arrow: :arrow: :mrgreen: :mrgreen:
(ô\_!_/ô)

RATO, VW 11 Sedan De Luxe 1,192cm3
30HP
Junho 55
LAVE quando chove E USE
Early bay 4/1971 Camper
Fiat 126 6/1976

FP
Encontro VW todos os 1º domingos do mês 10:00h Marina de Cascais

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Miguel Brito
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by Miguel Brito »

21 de Março de 2011, segunda-feira: Abri a porta da garagem e olhei para o karmann-ghia. Isto assim não pode ser.

Já quase nem me lembro da última vez que usei o carro. Mas por acaso até foi um dia interessante.

Era 2009, e em Setembro decorreu o encontro do VW Ar Clube de Portugal no Alentejo, em Estremoz. Um passeio muito interessante, com visitas ao castelo, ao museu, à pousada, com provas de vinhos numa adega de produção de um associado, um sucesso que levou uma excelente caravana de clássicos às poéticas estradas interiores do vasto alentejo.
Depois do regresso, a consagração, saindo foto na página de abertura do agora quase extinto ClássicosOnline. O carro portou-se maravilhosamente bem, ronronava suavemente até aos 120 km/h, fizemos o regresso nos 100, deslizamos pela estrada da felicidade.
E cheguei a casa e meti o carro na “bolha”, o carcoon car cover inglês de tanto sucesso. E não voltou a sair...

Chegou o ano de 2010 e a data de inspecção em Fevereiro. O tempo esteve sempre muito chuvoso, questões profissionais exigiram a minha atenção e preocupação, precisei de restringir despesas, e como o carro estava em bom estado acabou sempre por ir ficando para trás.
Esquecemo-nos muitas vezes que quatro carros são quatro divisões do nosso tempo ao volante. Simplesmente chega uma ocasião em que já não conseguimos conduzir todos por igual, há sempre algum que fica pendurado. E passar a data de inspecção apenas acentuou o problema. E quanto mais tempo passou, mais complicado ficava ter de resolver a situação antes de estar de novo operacional.
E passou mais um ano completo... Marcava o mesmo km 34017 a 1 de janeiro de 2010 e a 1 de janeiro de 2011...

E voltou Fevereiro e de novo passou a data de inspecção, e o dia dos namorados, e o meu aniversário. Começou a surgir uma sombra na minha cabeça, um incómodo que se acentuava, da inutilidade de ter sem ter, um fantástico karmann-ghia fantasma...

De repente, tudo se precipitou: dia 22 de Março fazia 20 anos certos que eu comprei o carro, e interessa festejar a data.
Em breve voltará a ser usado num casamento, e ainda em mais outra actividade, para acentuar a comemoração dos 20 anos de posse: uma interessante sessão fotográfica com o carro no glamour da noite de Lisboa. Uns festejos em grande.

Mas para isso é preciso ir á inspecção, e é preciso que funcione de novo...

Apercebo-me que a última vez que meti gasolina nele foi ainda no alentejo, em Estremoz, há 18 meses atrás, e apenas tem um resto no depósito. Descubro também que me esqueci de desligar a bateria de 6 volts. Isto vai ser complicado...
Vamos ver o que consigo fazer, e o tempo que isto vai levar até estar operacional de novo.
Dia 21 dou á chave e acende as duas luzes no tablier. Já não está mal de todo. Experimento, e o motor de arranque tem força, e dá umas voltas sem que nada aconteça. É natural, o carburador deve estar seco. Dou mais uma vez ao arranque, mexo o pedal a ver se injecta alguma gasolina. Na terceira tentativa, para minha surpresa, tosse, engasga-se e arranca o motor em funcionamento! Nem 1 minuto passou e desceu o ralenti, ficou suave e certo. Isto é incrível: acabo de ligar um motor de 6 volts dezoito meses depois de parado, á terceira tentativa de chave, e nem precisei de rodar o motor à mão, nem meter gasolina na cuba , nem nada de especial.
Uma bateria de 6V parada durante ano e meio e funciona à primeira...
Vamos lá ver com está em andamento: saio á rua e preciso de fazer alguns km’s com cuidado para recarregar a bateria e testar travões.

Procuro um percurso ideal, que permita acelerar, com pouco tráfego, sem polícias, e com bermas largas para obviar algum azar, e próximo de casa, para conseguir regressar a pé, caso seja necessário. Primeiro deixei aquecer e mexer-se tudo a 60, a valvulina da caixa voltar a ser fluida, o motor dilatar ao calor de funcionamento, e depois uns toques ao travão, que tem aquela afinação que assusta, à Sr. João da luso-Alemã, muito folgado ao primeiro contacto, e que exige alguma habituação. Depois até nos conseguimos habituar, mas é absurdamente diferente da afinação á moda do Sr. Jaime da Junqueira, de contacto directo. São estratégias diferentes, é preciso é saber agir em conformidade.

Depois, aumentei a velocidade, os pneus voltaram a ficar redondos, perderam o acamado de parados, os travões voltaram, e testei a direcção: sem folgas, certinha, não foge. Puxei para 80-90 para recarregar a bateria, fiz 10 km para cada lado, vias rápidas, toda a gente muito curiosa e fixada no karmann-ghia, e já chega, por agora.

Regressei a casa, e era tempo de limpeza completa: água suave para libertar alguma poeira ligeira, depois camurça ensopada para retomar o brilho de carroçaria. Ainda tem cera aplicada que chegue, apenas bastou um reforço de Autoglym no tejadilho negro. A limpeza a fundo das jantes de alumínio polido é que foi mais trabalhosa, com papel e “coração”, mas ficou bem. Mesmo tratamento aos pára-choques, e aos frisos cromados, em torno dos vidros, e aplicar abrilhantador aos pneus. Limpar o interior, bater tapetes, e chega para o dia, que tenho outros temas a tratar.

Passou-se o dia dos “20 anos”, pelo menos sei que funciona e está operacional. Dia 23 o dia amanheceu limpo, e nem é tarde nem é cedo, é dia de tentar efectivar a inspecção. Mas ainda faltam uns detalhes, falta sempre qualquer coisa.

Sigo para uma bomba de gasolina normal, das “caras” e meto apenas 5 euros, os antigos mil escudos, que agora apenas quase chegam a 3 litros. Lembro-me em 1991, quando ia a Coimbra de karmann-ghia, que bastava o equivalente a 20 euros para ir e voltar. Agora, são precisos 50 euros e o carro é o mesmo e gasta o mesmo.
Aproveito o momento e subo o ar dos pneus. Estavam todos baixos por igual.

Levei o carro para o bairro em frente de casa, e estacionei com metade do carro em cima do passeio e metade no alcatrão. Assim inclinado, já conseguiu deitar-me debaixo do motor, com papel e spray mistolin, para limpar o motor por baixo. Os inspectores gostam de ver o rabinho limpo, e a gente tem que entrar nesta brincadeira... é uma praxe a sofrer.
Quanto mais limpo ficava o motor, mais sujo ficava eu... Mas espanto-me com o estado do carro. Restaurado em 1995, faz já 15 anos após restauro, continua tudo novo, não pinga, nem tem quase nada sujo por debaixo. De facto, mantém-se fantástico.
Ainda me ri sózinho: andam aí dois karmann-ghias à venda, supostamente muito bons, e até estão muito razoáveis. Um custa 16 mil euros, o outro custa 18 mil e quinhentos euros. Este meu está de facto muito acima em múltiplas qualidades, e por isso torna-se um exercício cómico imaginar o valor astronómico que deverá valer, por comparação aos outros.

E quando estava a dar o trabalho por terminado, apareceu o meu amigo Timóteo, no momento ideal, pois aproveitei para lhe pedir ajuda para confirmar o funcionamento das luzes. E claro, nunca nada resulta a 100% á primeira, pelo menos tratando-se de velharias: os piscas do lado direito não funcionavam.

Mas não era um simples e comum mau contacto, uma falta de alguma luz por falta de massa, era global: do lado direito, nem pisca na frente, nem atrás, nem no indicador piscante do mostrador.
Das duas, uma: ou é fusível, ou comutador. Com uma luz testemunho verificamos os fusíveis, e todos estão bem. Abrimos a mala dianteira e desforramos o protector para aceder ao interior do tablier. Tudo está ainda novo, a pintura do carro é tão boa e brilhante por dentro como por fora, mesmo nos locais que não se vê. Tudo está novo. A solução foi simples, umas pancadinhas no relé de 6V dos piscas, e ficou a vibrar de novo e tudo a funcionar: pisca no tablier, bem como á frente e atrás. Pronto, não mexe mais. Resta seguir para inspecção. O travão de mão nem tento experimentar, desde que funcione lá, é o que é preciso.

Com a oportunidade de aparecer na inspecção a meio da manhã de quarta-feira, tive a esperada facilidade de aquilo estar folgado, pouca gente, facilidade em me despachar.
O maior stress foi descobrir que o pior e mais mal-encarado fiscal de sempre agora está por ali... Mudei de local de inspecção, para fugir ao “coninhas cientifico” e não é que por azar, o gajo me surge agora aqui? Que caraças, já estou tramado com isto...
Por sorte, ele reconhece-me, estremece, e sinto que vai fazer o que melhor tem que fazer: manter-se à distância...
Pelo contrário, o fiscal que me surge é muito pacifico, natural, e porque não dizê-lo, competente: avalia o que é importante e não anda á procura de picuinhices para chumbar.
Comenta que teve lá outro karmann-ghia para inspecionar, castanho. Deve ser o que pertencia ao Miguel Palma, que também já guiei, antes e depois de restaurado, e que se mantém por Cascais.
Gases e ralenti tudo bem, luzes também, nem macacadas de afinar para cima e para baixo para mostrarem sabedoria, nem tretas de “pouco espelhado” ou “difuso”, apenas a naturalidade de constatar que dá de facto boa luz, com lâmpadas de halogénio a 6V e relés directos á bateria. Dá tanta luz como um carro actual de 12V, o que é surpreendente.
A suspensão está estável, tudo normal, e a travagem de pé dianteira fabulosa, exacta e potente. Já a de trás... a traseira direita está fraca, talvez ainda relacionado com a incómoda eterna fuga de valvulina que tende a persistir por vezes naquele lado, é preciso paciência.
Vistoria inferior demonstra apenas qualidade em tudo, e de imediato a impressão da folha verde garante andamento até fevereiro do ano que vem.
Tudo resolvido, acelero de novo, agora para ir meter gasolina decente, mais barata, uns 10 euros “Jumbo”. Na bomba de gasolina ia ficando sem bateria... As luzes na inspecção deitaram a coisa abaixo. Assim, precisei de acelerar em ralenti, empurrar as rotações para cima, para dar sumo á bateria. Resultou, mas por via das dúvidas, abasteci na posição da bomba mais fácil de poder empurrar, caso fosse necessário. Mas nada se complicou.

Regressei a casa numa primaveril manhã, com tudo operacional, aprovado, no dia a seguir aos 20 anos da compra.
Ao chegar a casa, um telefonema a confirmar a sessão fotográfica privada para amanhã, tudo combinado: produção, cosmética e cabelos, manequins escolhidos, fotógrafo profissional, gestão de locais em Lisboa, com a disponibilidade de toda uma equipa (o famoso fotógrafo, stylist, maquilhadora, dois assistentes, e dois manequins).

Volkswagen karmann-ghia, o luxo acessível, a exclusividade da qualidade, o melhor de dois mundos, a sedução italiana com qualidade alemã. Ámen!

Em breve, fotos muito interessantes...
8)
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Miguel Brito
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by Miguel Brito »

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Uma noite em grande! A sedução karmann-ghia na Noite de Lisboa!
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nezz
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by nezz »

ui!!!
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HUGO bOSS
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by HUGO bOSS »

Bem... o lugar do condutor está melhor assim... :mrgreen:
Um abraço do meio do Atlântico

Hugo Pereira



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Eu tenho o Carro do Século"
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joao75
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Re:

Post by joao75 »

Miguel Brito wrote:Isso também é verdade... Mas para já, o entusiasmo deles pelos clássicos é uma evidência, e o futuro será aquilo que eles quiserem.

Nunca senti no espírito a ideia que tantas vezes já ouvi: "este será o carro do meu filho, que irá ficar com ele para sempre, tal como eu fiquei".

Os meus carros são meus, porque foi opção, escolha e esforço meu, por um sentido funcional, estético e simbólico, que nada tem a ver com sentido de herança futura familiar.

Não tenho um sentido de "estou a produzir um legado para as gerações vindouras, dos meus filhos e netos". Isso não passa de desculpas para vaidades egoístas.

O futuro traz o entusiasmo da imprevisibilidade, da surpresa, e as crianças não são tiros para o futuro sem alvo apontado.

Os meus carros iraõ para o futuro, sem dúvida, mas para que mãos depois de mim, isso ninguém poderá prever hoje com certezas.

Se estiverem em mãos apaixonadas por eles, estarão bem entregues. Mas nada retira as vivências, festa e alegria que já vivemos todos em família, com os nossos carros à mistura.

Carros sem nome...
A minha filha de 5 anos dizia outro dia:
- Ó pai: tens que comprar um carro normal!
- Um carro normal? Então o que é isso? Os meus não são normais?
- Não!... Tens que comprar um carro sem nome! Um carro igual aos outros!
- O que é isso de carro sem nome?
- Então: tens, a Gilda, o Guia, o Carocha, são todos com nomes. Não tens um carro igual aos outros...
- Então que carro querias: um cinzento claro, desses com olhos em bico e sem pára-choques?
- Pois, como as outras pessoas...
- E depois não tínhamos cromados para limpar, nem rodas com espelho (os tampões cromados).
- Pois era...
- Não tínhamos nada para fazer nele, e ficava feio e triste por ser igual a todos...
- Pois é pai. Mas eu gosto mesmo é da Gilda, que é fantástica. Os meus amigos da escola dizem que a Gilda apareceu na televisão, e os carros deles não apareceram. E também viram o Guia na exposição.
- Então achas que precisamos de mais?
- Acho que não...


Estou-me a lembrar de uma conversa do actual responsável pela colecção de clássicos do caramulo: Referiu que os Bugattis são um castigo, que força a uma responsabilidade elevada, que não foi desejada, nem prevista. Se pudesse, deixava os valiosos bugattis todos para trás, e fugia para uns trajectos radicais no kubelwagen do museu, o único que sempre desejou, e que o entusiasma de forma superior a todos os outros carissimos carros.

Não se podem determinar previamente as paixões futuras de outras pessoas. E a curiosidade pelo desenrolar do futuro é parte do entusiasmo da vida.
Bonito post Miguel!

Eduardo Pinela
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by Eduardo Pinela »

É esse mesmo o espírito! *****
Plastic cars sucks!

nuty
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by nuty »

:wink: :mrgreen:
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Re: Karmann-ghia Coupé de 1963, de Miguel Brito

Post by Miguel Brito »

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Karmann-ghia, o carro que suscita paixões.

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"Ah, se tudo na vida fosse da mesma confiança que um volkswagen!..."

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"Night Walk", com fotografia por Ismael Prata:
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Uma noite de glamour, festejo dos 20 anos de posse do karmann-ghia, desde 1991 a brilhar!

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