
NEL MONTEIRO, nasceu em Barrô - Rezende e criado no concelho de Santa Marta de Penaguião, um douriense de gema. Até aos vinte anos de idade viveu entre os vinhedos do vinho do Porto, onde fez de tudo um pouco. Aos vinte anos foi para o serviço militar durante 3 anos. Acabado o serviço militar obrigatório entrou para os Altos Estudos Militares como civil onde esteve onze anos, depois teve paralelamente um stand de automóveis. Foi também condutor particular. Foi proprietário de uma fábrica de mobiliário metálico e em 1984 trocou tudo por oito canções inéditas de sua autoria que gravou por brincadeira e que se tornaram em caso muito sério.
Os seus primeiros trabalhos, como autor e compositor foram editados em Dezembro de 1984 com o maestro Jorge Machado e desse álbum dois temas tornaram-se na época êxitos de vendas foram eles: " Azar na Praia" e " Alô, alô Maria Antónia" dos quais se venderam alguns milhões de cópias. Em Maio de 1985 segue-se a edição de um novo trabalho "Retrato Sagrado" também ele um enorme sucesso de vendas e que passados 18 anos ainda hoje vende.
Nos anos seguintes continuou a gravar discos de grande sucesso que são do agrado do povo português espalhado pelo mundo. Dedicado de alma e coração à música correndo o mundo de lés a lés Nel Monteiro já vai a caminho de dezanove anos de carreira cheios de prazer e alegria cantando temas bem populares com muito sentimento e amor que já lhe deram 15 DISCOS DE PRATA, 10 DISCOS DE OURO e 5 DE PLATINA. Apesar de pouco tempo que tem para descansar, ainda aproveita para desenhar uns retratos de família e amigos, coisa que faz com muito prazer.
Nel Monteiro, faz-se acompanhar nos seus espectáculos sempre da sua super banda e duas bailarinas. Nel Monteiro é intérprete, autor, compositor de todos os seus trabalhos. Agora também criou a sua própria editora, que dá pelo nome de DISCODOURO e tem também uma distribuidora MUSICADOURO ambas as empresas sedeada em Alebergaria-a-Velha/Aveiro.
Este mais recente trabalho ( DOURO VINHATEIRO ), é uma homenagem à sua região natal.

Isto é mesmo verdade, nao é montagem.

Para poderem cantar aqui fica a letra...
“P*** Vida Merda Cagalhões”
”Por não ter condições de vida
E ver sinais de mal a pior
Desculpem a linguagem
Mas não tenho outra melhor
Desculpem a linguagem
Mas não tenho outra melhor
É muito duro ser pobre
E mais duro é com certeza
Um pobre ser toda a vida
A lixeira da nobreza
Um pobre ser toda a vida
A lixeira da nobreza
P*** vida merda cagalhões
Porque será que tem que ser assim?
Os casebres e as mansões
Desigualdade sem ter fim
P*** vida merda cagalhões
Até parece que sou filho do azar
Pois até o Euro Milhões
Só merda me está a dar
A Expo 98
Tanta nota ali perdida
E tantos pobres pedintes
Sem terem nada na vida
E tantos pobres pedintes
Sem terem nada na vida
Não é defeito não ter
Nem para cagar, um penico
Defeito é ir tirar
Ao pobre para dar ao rico
Defeito é ir tirar
Ao pobre para dar ao rico
P*** vida merda cagalhões
Porque será que tem que ser assim?
Os casebres e as mansões
Desigualdade sem ter fim
P*** vida merda cagalhões
Até parece que sou filho do azar
Pois até o Euro Milhões
Só merda me está a dar
Estádios de futebol
Oferta de mão beijada
A quem já ganha milhões
E milhões sem ganhar nada
Ser pobre não é defeito
E ser rico também não
Defeito é ver um pobre
E não lhe dar um tostão
Defeito é ver um pobre
E não lhe dar um tostão
P*** vida merda cagalhões
Porque será que tem que ser assim?
Os casebres e as mansões
Desigualdade sem ter fim
P*** vida merda cagalhões
Até parece que sou filho do azar
Pois até o Euro Milhões
Só merda me está a dar
Aquela Casa da Música
Que não tem nada no Porto
Um insulto a quem não tem
Um minuto de conforto
Um insulto a quem não tem
Um minuto de conforto
Os vintes e dois mil milhões
Todos sabem para onde vão
Para a Ota e TGV
E não vai sobrar tostão
Para a Ota e TGV
E não vai sobrar tostão
P*** vida merda cagalhões
Porque será que tem que ser assim?
Os casebres e as mansões
Desigualdade sem ter fim
P*** vida merda cagalhões
Até parece que sou filho do azar
Pois até o Euro Milhões
Só merda me está a dar
Quando o homem se convencer que a modernização do mundo terá de começar por acabar com a pobreza, aí sim, teremos um mundo melhor.”






























