Cristiano Ronaldo e a INVEJA Portuguesa!
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MarcoVW61
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Cristiano Ronaldo e a INVEJA Portuguesa!
Parabéns ao MELHOR do MUNDO! - Cristiano Ronaldo!
E para quem ouviu o OPINIÃO PúBLICA de 2a feira, e as declarações a " derreter " a personalidade do Cristiano Ronaldo, preferindo até o Messi...
Independentemente disso só veio ao de cima o sentimento mais repugnante, mas tão usual no português MESQUINHO e MENTALMENTE LIMITADO!!
A INVEJA!!!
SOBRE ESTE ASSUNTO ENCONTREI ESTE TEXTO NUM BLOG:
«O ciúme teme perder o que possui; a inveja sofre ao ver o outro possuir o que quer para si. O invejoso não suporta a visão da fruição. Sente-se à vontade apenas com o infortúnio dos outros. Assim, todos os esforços para satisfazer um invejoso são infrutíferos. O ciúme é uma paixão nobre ou ignóbil, em função do objecto. No primeiro caso, é emulação aguçada pelo medo. No segundo caso, é voracidade estimulada pelo medo. A inveja é sempre uma paixão vil, arrastando consigo as piores paixões». (Crabb)
Os portugueses conhecem bem esta paixão vil que é a inveja e que, na linguagem popular, é denominada "mal de inveja". Teixeira de Pascoaes viu nela um dos maiores defeitos da "alma pátria": "Somos fantasmas querendo iludir a sua oca e triste condição. Por isso, o valor alheio nos tortura, revelando, com mais clareza, a nossa própria nulidade". Porém, na sua ingenuidade, não soube elaborar uma psicopatologia portuguesa e, deste modo, descobrir o mal radical que habita plenamente a alma portuguesa. A inveja é destrutiva e, se ela é "um esqueleto de hiena visionando um cemitério", como diz Pascoaes, então Portugal é esse mesmo cemitério, do qual a esperança foi sempre-já expulsa. A História de Portugal está ferida de morte desde o seu começo: o matricídio cometido por Afonso Henriques foi introjectado e, posteriormente, projectado por todos os portugueses nutridos no e pelo mau seio e, desse modo, incapazes de retomar o bom seio, o da gratidão. Pascoaes não compreendeu que a inveja é, como diz Klein, "o sentimento raivoso de que outra pessoa possui e desfruta algo desejável, sendo o impulso invejoso o de tirar este algo ou de estragá-lo". A inveja pressupõe a relação do indivíduo com uma só pessoa e esta relação origina-se na relação primordial e arcaica com a mãe. Embora esteja fundado na inveja, o ciúme envolve uma relação com duas pessoas, no mínimo, e diz respeito "ao amor que o indivíduo sente como lhe sendo devido e que lhe foi roubado, ou está em perigo de sê-lo, pelo seu rival".
Melanie Klein (1882-1960) concedeu à inveja uma posição de importância central, tanto na compreensão da psicopatologia como no processo de tratamento, na sua concepção do conflito que está na origem do desenvolvimento. Aparentemente distante de Freud, mas talvez mais próxima de Rank ou de Ferenczi, Klein interessa-se pelos momentos pré-edipianos deste desenvolvimento e coloca em jogo a complexidade das relações que se estabelecem entre a mãe e a criança antes da intervenção do pai que provocará a violência do complexo de Édipo. Deste modo, Klein é levada a mostrar que a figura da mãe é ambivalente. A mãe pode tanto recompensar como frustrar a criança e, por isso, aparece sucessivamente como "bom" e "mau" objecto: quer dizer que o mesmo objecto é, para a criança, bom e mau, que amá-lo é também querer destruí-lo e que a figura da mãe reúne e evoca todos os sentimentos da criança, até mesmo os mais contraditórios. A presença da contradição no sujeito tende a apagar-se em proveito do nascimento de um conflito no interior dos laços privilegiados que ligam a mãe e o filho. A mãe é, portanto, o próprio modelo de toda a ambivalência.
As origens da inveja derivam da agressão constitucional e a inveja precoce representa uma forma particularmente maligna e desastrosa de agressão inata. Todas as outras formas de ódio da criança são dirigidas para maus objectos que são sentidos como perseguidores e maus. Por isso, a criança odeia-os e fantasia com a sua tortura e destruição. A inveja é, pelo contrário, ódio dirigido contra bons objectos. A criança sente a bondade e os cuidados que a mãe lhe oferece, mas sente-os como insuficientes e ressente-se com o controle omnipotente da mãe, capaz de a alimentar, de a libertar dos impulsos destrutivos e da ansiedade persecutória e de a proteger de toda a dor e males provenientes de fontes internas e externas. Ora, o primeiro objecto a ser invejado é o "seio nutridor": o bebé sente que o seio possui tudo o que deseja e que é dotado de um fluxo ilimitado de leite e de amor que guarda para a sua própria gratificação. Porém, o seio materno fornece o leite em quantidade limitada e depois pára. Na fantasia da criança, no seu mundo interior povoado de fantasmas, o seio é sentido como guardando avaramente o leite para os seus próprios objectivos. O ressentimento e o ódio associam-se a esta fantasia do seio inexaurível e o resultado é uma relação perturbada com a mãe. A inveja primária do seio materno desencadeia ataques sádicos ao seio materno, determinados pelos impulsos destrutivos, que visam estragar o objecto: o seio é odiado e invejado pelo facto do bebé sentir que é um seio mesquinho e malévolo. Nas suas formas subsequentes, a inveja deixa de estar focalizada no seio e é deslocada para a mãe que recebe o pénis do pai, que possui bebés dentro dela, que dá à luz esses bebés e que é capaz de amamentá-los, e, nos estágios iniciais do complexo de Édipo (quarto e sexto mês de vida), para o pai, visto como um intruso hostil e acusado de ter raptado o seio nutritivo e a própria mãe, dando início ao desenvolvimento do ciúme.
Klein distingue a inveja da voracidade, na qual o bebé quer ter todos os conteúdos do bom seio somente para si, sem se importar com as consequências para o seio, que imagina sugar até o secar. Para o bebé voraz, a destruição não é o motivo mas a consequência da ganância. Na inveja, a criança quer destruir o seio e estragá-lo, não porque seja mau, mas porque é bom. Como a riqueza do seio está fora do seu controle, a criança não pode tolerar a sua bondade e, por isso, deseja estragá-lo. O dano causado por esta inveja resulta da corrosão da primeira cisão entre seio bom e seio mau: as cisões e dispersões de objectos em bons e maus, internos e externos, precipitam e correspondem a cisões dentro do próprio self. No ódio não-invejoso, a destruição é dirigida contra os objectos maus: os objectos bons são protegidos pela cisão e, por conseguinte, o bebé pode sentir-se, pelo menos uma vez ou outra, protegido e seguro. Porém, em virtude da inveja, a criança destrói os bons objectos, a cisão é desfeita e ocorre um aumento da ansiedade persecutória e do terror. A inveja destrói a possibilidade de esperança. Se o objectivo da voracidade é a introjecção destrutiva, isto é, escavar completamente, sugar até deixar seco e devorar o seio, a inveja "procura não apenas despojar dessa maneira, mas também depositar maldade, primordialmente excrementos maus e partes más do self, dentro da mãe, acima de tudo dentro do seu seio, a fim de estragá-la e destruí-la". Isto significa que a inveja visa "destruir a criatividade da mãe". Este processo que deriva de impulsos sádico-uretrais e sádico-anais constitui um aspecto destrutivo da identificação projectiva, conceito usado por Klein para descrever as extensões de cisão nas quais partes ou segmentos reais do ego são separadas do resto do self e projectadas nos objectos. Klein traça a linha divisória entre inveja e voracidade, dizendo que "a voracidade está ligada principalmente à introjecção e a inveja à projecção". A pessoa invejosa é insaciável, destrutiva, ladra, maldosa e fraca.
A inveja intensa do seio nutridor interfere com a capacidade de satisfação e, por conseguinte, solapa o desenvolvimento da gratidão: a voracidade, a inveja e a ansiedade persecutória estão interligadas e intensificam-se reciprocamente. A inveja estraga o objecto bom originário e alimenta os ataques sádicos ao seio, que, em face disso, perde o seu valor e torna-se mau por ter sido mordido e envenenado pela urina e pelas fezes. Com a capacidade de fruição arruinada, a inveja torna-se persistente e a gratidão não se desenvolve para mitigar os impulsos destrutivos. Devido à inveja persistente, a criança torna-se incapaz de construir seguramente um objecto bom interno. Pelo contrário, a criança com uma forte capacidade de amor tem "uma relação profundamente enraizada com um objecto bom e pode suportar, sem ficar profundamente danificada, estados temporários de inveja, ódio e ressentimento que surgem mesmo em crianças que são amadas e recebem bons cuidados maternos". Mas, como estes estados negativos são transitórios, a criança pode recuperar facilmente o objecto bom, sem prejudicar o estabelecimento das bases da estabilidade emocional e cognitiva e de um self forte. Esta relação positiva com o seio materno constitui, no decurso do desenvolvimento, a base sólida para a dedicação e a vinculação a pessoas, valores e causas, que absorvem, em certa medida, uma parte do amor que era inicialmente sentido pelo objecto originário.
O sentimento de gratidão deriva da capacidade de amar e, conforme observa Klein, é fundamental para "a construção da relação com o objecto bom" e para avaliar e apreciar o que há de bom nos outros e em si mesmo. A pessoa invejosa não pode realizar esta tarefa de reparar o objecto bom, por ser demasiado influenciável e, portanto, incapaz de confiar no seu próprio julgamento. De modo diferente de Freud, Klein considera que a ansiedade primordial derivada do trauma do nascimento (Rank) constitui a ameaça de aniquilamento pela pulsão de morte interna: o ego que "existe desde o início da vida pós-natal", e cuja primeira e principal função "é lidar com a ansiedade", está ao serviço da pulsão de vida e, nesta luta primordial entre as pulsões de vida e de morte, compete-lhe deflectir essa ameaça para fora, de modo a preservar a sua identidade e a sentir que possui uma "bondade" própria. Enquanto a capacidade de amar promove as tendências integradoras e o sucesso da cisão primordial entre o seio bom e o seio mau, protegendo o self das identificações indiscriminadas com uma variedade de objectos e dando-lhe uma sensação de que possui bondade própria, a inveja excessiva interfere na cisão fundamental e no sucesso da estruturação de um objecto bom, donde resultam o enfraquecimento do self e a perturbação das relações de objecto. Assim, as crianças com capacidade de amar forte sentem menos necessidade de idealizar do que as crianças dominadas por impulsos destrutivos e pela ansiedade persecutória: "a idealização é, portanto, um corolário da ansiedade persecutória e o seio ideal é a contrapartida do seio devorador". Com a danificação da capacidade de selecção e de discriminação, o self fraco do indivíduo invejoso é levado a trocar constantemente de objecto amado, porque nenhum objecto pode preencher integralmente as expectativas: o objecto idealizado anterior é sempre sentido como um perseguidor e nele é projectada a atitude invejosa e crítica do sujeito. "Tudo isto leva, como diz Klein, à instabilidade dos relacionamentos".
Além disso, a inveja excessiva interfere na gratificação oral adequada, estimulando a intensificação dos desejos e tendências genitais. Este início prematuro da genitalidade é frequentemente "causa da masturbação compulsiva e da promiscuidade sexual" e, em virtude da inveja excessiva do seio nutritivo e do sentimento de ter estragado a sua bondade através de ataques sádicos invejosos, pode estar ligado à ocorrência precoce da culpa. Segundo Klein, a atitude invejosa e destrutiva em relação ao seio nutritivo está na base da crítica destrutiva, descrita como "mordaz" e "perniciosa", dirigida contra a criatividade, cuja contrapartida benéfica e saudável é a crítica construtiva que visa ajudar a outra pessoa a aperfeiçoar o seu trabalho. Enfim, para não prolongar muito mais este post, diremos que a inveja está ao serviço da pulsão da morte e, nessa missão, constitui uma força destrutiva da vida e da criatividade: proíbe o sonhar acordado e paralisa o movimento de ir para a frente, como se verifica facilmente ao longo da História de Portugal, cujo objecto idealizado é a ideologia sebastianista que culmina no antiprojecto do Quinto Império de Fernando Pessoa e que se manifesta regressivamente no reino da imitação invejosa e maldosa: o luso-reino "simiesco" (Pascoaes) em que o espírito de iniciativa e as forças criadoras cedem o seu lugar ao espírito imitativo e ao pensamento de rebanho, porque, "sempre que o homem hesita na sua humanidade, aparece o macaco" (Pascoaes), ou melhor, o homem metabolicamente reduzido. As forças criativas nacionais estão condenadas à morte em vida ou ao êxodo, porque a inveja portuguesa corrompe Portugal e fecha sistematicamente as portas ao advento de um futuro inteiramente novo.
J Francisco Saraiva de Sousa
PUBLICADA POR J FRANCISCO SARAIVA DE SOUSA EM 18:56
ETIQUETAS: ANTROPOLOGIA MÉDICA, BIOCIÊNCIA SOCIAL, CYBERBIOLOGIA CYBERANTROPOLOGIA, CYBERPSICOLOGIA, PSIQUIATRIA, SAÚDE
original:http://cyberbiologiaecybermedicina.blog ... guesa.html
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A INVEJA!!!
SOBRE ESTE ASSUNTO ENCONTREI ESTE TEXTO NUM BLOG:
«O ciúme teme perder o que possui; a inveja sofre ao ver o outro possuir o que quer para si. O invejoso não suporta a visão da fruição. Sente-se à vontade apenas com o infortúnio dos outros. Assim, todos os esforços para satisfazer um invejoso são infrutíferos. O ciúme é uma paixão nobre ou ignóbil, em função do objecto. No primeiro caso, é emulação aguçada pelo medo. No segundo caso, é voracidade estimulada pelo medo. A inveja é sempre uma paixão vil, arrastando consigo as piores paixões». (Crabb)
Os portugueses conhecem bem esta paixão vil que é a inveja e que, na linguagem popular, é denominada "mal de inveja". Teixeira de Pascoaes viu nela um dos maiores defeitos da "alma pátria": "Somos fantasmas querendo iludir a sua oca e triste condição. Por isso, o valor alheio nos tortura, revelando, com mais clareza, a nossa própria nulidade". Porém, na sua ingenuidade, não soube elaborar uma psicopatologia portuguesa e, deste modo, descobrir o mal radical que habita plenamente a alma portuguesa. A inveja é destrutiva e, se ela é "um esqueleto de hiena visionando um cemitério", como diz Pascoaes, então Portugal é esse mesmo cemitério, do qual a esperança foi sempre-já expulsa. A História de Portugal está ferida de morte desde o seu começo: o matricídio cometido por Afonso Henriques foi introjectado e, posteriormente, projectado por todos os portugueses nutridos no e pelo mau seio e, desse modo, incapazes de retomar o bom seio, o da gratidão. Pascoaes não compreendeu que a inveja é, como diz Klein, "o sentimento raivoso de que outra pessoa possui e desfruta algo desejável, sendo o impulso invejoso o de tirar este algo ou de estragá-lo". A inveja pressupõe a relação do indivíduo com uma só pessoa e esta relação origina-se na relação primordial e arcaica com a mãe. Embora esteja fundado na inveja, o ciúme envolve uma relação com duas pessoas, no mínimo, e diz respeito "ao amor que o indivíduo sente como lhe sendo devido e que lhe foi roubado, ou está em perigo de sê-lo, pelo seu rival".
Melanie Klein (1882-1960) concedeu à inveja uma posição de importância central, tanto na compreensão da psicopatologia como no processo de tratamento, na sua concepção do conflito que está na origem do desenvolvimento. Aparentemente distante de Freud, mas talvez mais próxima de Rank ou de Ferenczi, Klein interessa-se pelos momentos pré-edipianos deste desenvolvimento e coloca em jogo a complexidade das relações que se estabelecem entre a mãe e a criança antes da intervenção do pai que provocará a violência do complexo de Édipo. Deste modo, Klein é levada a mostrar que a figura da mãe é ambivalente. A mãe pode tanto recompensar como frustrar a criança e, por isso, aparece sucessivamente como "bom" e "mau" objecto: quer dizer que o mesmo objecto é, para a criança, bom e mau, que amá-lo é também querer destruí-lo e que a figura da mãe reúne e evoca todos os sentimentos da criança, até mesmo os mais contraditórios. A presença da contradição no sujeito tende a apagar-se em proveito do nascimento de um conflito no interior dos laços privilegiados que ligam a mãe e o filho. A mãe é, portanto, o próprio modelo de toda a ambivalência.
As origens da inveja derivam da agressão constitucional e a inveja precoce representa uma forma particularmente maligna e desastrosa de agressão inata. Todas as outras formas de ódio da criança são dirigidas para maus objectos que são sentidos como perseguidores e maus. Por isso, a criança odeia-os e fantasia com a sua tortura e destruição. A inveja é, pelo contrário, ódio dirigido contra bons objectos. A criança sente a bondade e os cuidados que a mãe lhe oferece, mas sente-os como insuficientes e ressente-se com o controle omnipotente da mãe, capaz de a alimentar, de a libertar dos impulsos destrutivos e da ansiedade persecutória e de a proteger de toda a dor e males provenientes de fontes internas e externas. Ora, o primeiro objecto a ser invejado é o "seio nutridor": o bebé sente que o seio possui tudo o que deseja e que é dotado de um fluxo ilimitado de leite e de amor que guarda para a sua própria gratificação. Porém, o seio materno fornece o leite em quantidade limitada e depois pára. Na fantasia da criança, no seu mundo interior povoado de fantasmas, o seio é sentido como guardando avaramente o leite para os seus próprios objectivos. O ressentimento e o ódio associam-se a esta fantasia do seio inexaurível e o resultado é uma relação perturbada com a mãe. A inveja primária do seio materno desencadeia ataques sádicos ao seio materno, determinados pelos impulsos destrutivos, que visam estragar o objecto: o seio é odiado e invejado pelo facto do bebé sentir que é um seio mesquinho e malévolo. Nas suas formas subsequentes, a inveja deixa de estar focalizada no seio e é deslocada para a mãe que recebe o pénis do pai, que possui bebés dentro dela, que dá à luz esses bebés e que é capaz de amamentá-los, e, nos estágios iniciais do complexo de Édipo (quarto e sexto mês de vida), para o pai, visto como um intruso hostil e acusado de ter raptado o seio nutritivo e a própria mãe, dando início ao desenvolvimento do ciúme.
Klein distingue a inveja da voracidade, na qual o bebé quer ter todos os conteúdos do bom seio somente para si, sem se importar com as consequências para o seio, que imagina sugar até o secar. Para o bebé voraz, a destruição não é o motivo mas a consequência da ganância. Na inveja, a criança quer destruir o seio e estragá-lo, não porque seja mau, mas porque é bom. Como a riqueza do seio está fora do seu controle, a criança não pode tolerar a sua bondade e, por isso, deseja estragá-lo. O dano causado por esta inveja resulta da corrosão da primeira cisão entre seio bom e seio mau: as cisões e dispersões de objectos em bons e maus, internos e externos, precipitam e correspondem a cisões dentro do próprio self. No ódio não-invejoso, a destruição é dirigida contra os objectos maus: os objectos bons são protegidos pela cisão e, por conseguinte, o bebé pode sentir-se, pelo menos uma vez ou outra, protegido e seguro. Porém, em virtude da inveja, a criança destrói os bons objectos, a cisão é desfeita e ocorre um aumento da ansiedade persecutória e do terror. A inveja destrói a possibilidade de esperança. Se o objectivo da voracidade é a introjecção destrutiva, isto é, escavar completamente, sugar até deixar seco e devorar o seio, a inveja "procura não apenas despojar dessa maneira, mas também depositar maldade, primordialmente excrementos maus e partes más do self, dentro da mãe, acima de tudo dentro do seu seio, a fim de estragá-la e destruí-la". Isto significa que a inveja visa "destruir a criatividade da mãe". Este processo que deriva de impulsos sádico-uretrais e sádico-anais constitui um aspecto destrutivo da identificação projectiva, conceito usado por Klein para descrever as extensões de cisão nas quais partes ou segmentos reais do ego são separadas do resto do self e projectadas nos objectos. Klein traça a linha divisória entre inveja e voracidade, dizendo que "a voracidade está ligada principalmente à introjecção e a inveja à projecção". A pessoa invejosa é insaciável, destrutiva, ladra, maldosa e fraca.
A inveja intensa do seio nutridor interfere com a capacidade de satisfação e, por conseguinte, solapa o desenvolvimento da gratidão: a voracidade, a inveja e a ansiedade persecutória estão interligadas e intensificam-se reciprocamente. A inveja estraga o objecto bom originário e alimenta os ataques sádicos ao seio, que, em face disso, perde o seu valor e torna-se mau por ter sido mordido e envenenado pela urina e pelas fezes. Com a capacidade de fruição arruinada, a inveja torna-se persistente e a gratidão não se desenvolve para mitigar os impulsos destrutivos. Devido à inveja persistente, a criança torna-se incapaz de construir seguramente um objecto bom interno. Pelo contrário, a criança com uma forte capacidade de amor tem "uma relação profundamente enraizada com um objecto bom e pode suportar, sem ficar profundamente danificada, estados temporários de inveja, ódio e ressentimento que surgem mesmo em crianças que são amadas e recebem bons cuidados maternos". Mas, como estes estados negativos são transitórios, a criança pode recuperar facilmente o objecto bom, sem prejudicar o estabelecimento das bases da estabilidade emocional e cognitiva e de um self forte. Esta relação positiva com o seio materno constitui, no decurso do desenvolvimento, a base sólida para a dedicação e a vinculação a pessoas, valores e causas, que absorvem, em certa medida, uma parte do amor que era inicialmente sentido pelo objecto originário.
O sentimento de gratidão deriva da capacidade de amar e, conforme observa Klein, é fundamental para "a construção da relação com o objecto bom" e para avaliar e apreciar o que há de bom nos outros e em si mesmo. A pessoa invejosa não pode realizar esta tarefa de reparar o objecto bom, por ser demasiado influenciável e, portanto, incapaz de confiar no seu próprio julgamento. De modo diferente de Freud, Klein considera que a ansiedade primordial derivada do trauma do nascimento (Rank) constitui a ameaça de aniquilamento pela pulsão de morte interna: o ego que "existe desde o início da vida pós-natal", e cuja primeira e principal função "é lidar com a ansiedade", está ao serviço da pulsão de vida e, nesta luta primordial entre as pulsões de vida e de morte, compete-lhe deflectir essa ameaça para fora, de modo a preservar a sua identidade e a sentir que possui uma "bondade" própria. Enquanto a capacidade de amar promove as tendências integradoras e o sucesso da cisão primordial entre o seio bom e o seio mau, protegendo o self das identificações indiscriminadas com uma variedade de objectos e dando-lhe uma sensação de que possui bondade própria, a inveja excessiva interfere na cisão fundamental e no sucesso da estruturação de um objecto bom, donde resultam o enfraquecimento do self e a perturbação das relações de objecto. Assim, as crianças com capacidade de amar forte sentem menos necessidade de idealizar do que as crianças dominadas por impulsos destrutivos e pela ansiedade persecutória: "a idealização é, portanto, um corolário da ansiedade persecutória e o seio ideal é a contrapartida do seio devorador". Com a danificação da capacidade de selecção e de discriminação, o self fraco do indivíduo invejoso é levado a trocar constantemente de objecto amado, porque nenhum objecto pode preencher integralmente as expectativas: o objecto idealizado anterior é sempre sentido como um perseguidor e nele é projectada a atitude invejosa e crítica do sujeito. "Tudo isto leva, como diz Klein, à instabilidade dos relacionamentos".
Além disso, a inveja excessiva interfere na gratificação oral adequada, estimulando a intensificação dos desejos e tendências genitais. Este início prematuro da genitalidade é frequentemente "causa da masturbação compulsiva e da promiscuidade sexual" e, em virtude da inveja excessiva do seio nutritivo e do sentimento de ter estragado a sua bondade através de ataques sádicos invejosos, pode estar ligado à ocorrência precoce da culpa. Segundo Klein, a atitude invejosa e destrutiva em relação ao seio nutritivo está na base da crítica destrutiva, descrita como "mordaz" e "perniciosa", dirigida contra a criatividade, cuja contrapartida benéfica e saudável é a crítica construtiva que visa ajudar a outra pessoa a aperfeiçoar o seu trabalho. Enfim, para não prolongar muito mais este post, diremos que a inveja está ao serviço da pulsão da morte e, nessa missão, constitui uma força destrutiva da vida e da criatividade: proíbe o sonhar acordado e paralisa o movimento de ir para a frente, como se verifica facilmente ao longo da História de Portugal, cujo objecto idealizado é a ideologia sebastianista que culmina no antiprojecto do Quinto Império de Fernando Pessoa e que se manifesta regressivamente no reino da imitação invejosa e maldosa: o luso-reino "simiesco" (Pascoaes) em que o espírito de iniciativa e as forças criadoras cedem o seu lugar ao espírito imitativo e ao pensamento de rebanho, porque, "sempre que o homem hesita na sua humanidade, aparece o macaco" (Pascoaes), ou melhor, o homem metabolicamente reduzido. As forças criativas nacionais estão condenadas à morte em vida ou ao êxodo, porque a inveja portuguesa corrompe Portugal e fecha sistematicamente as portas ao advento de um futuro inteiramente novo.
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Bem a malta que se organize!
Ora diz o amigo Carlos Baptista que os meus post, são CURTOS!
Ora são COMPRIDOS demais!
Ainda vão andar a pedir, qualquer dia, mais GROSSO!!

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isso é escrito, só para quem tem muuuuuuuuiiiinntaaa cultura. eu por exemplo, sou um pobre. só tirei a 4ª classe por favor, e na escola nocturna.
portanto, pouco percebo ou nada.!
. mas lá virá o dia em que aprenderei alguma coisa.
Um abraço, para a maravilhosa pérola do atlantico!
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Homem que nunca errou, foi pessoa que nunca trabalhou.
Uma injecção é outra história!!
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"Dialética da inveja
Olavo de Carvalho
Folha de S. Paulo, 26 de agosto de 2003
A inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio de autovalorização, de tal modo que a alma, dividida, fala para fora com a voz do orgulho e para dentro com a do desprezo, não logrando jamais aquela unidade de intenção e de tom que evidencia a sinceridade.
Que eu saiba, o único invejoso assumido da literatura universal é O Sobrinho de Rameau, de Diderot, personagem caricato demais para ser real. Mesmo O Homem do Subterrâneo de Dostoiévski só se exprime no papel porque acredita que não será lido. A gente confessa ódio, humilhação, medo, ciúme, tristeza, cobiça. Inveja, nunca. A inveja admitida se anularia no ato, transmutando-se em competição franca ou em desistência resignada. A inveja é o único sentimento que se alimenta de sua própria ocultação.
O homem torna-se invejoso quando desiste intimamente dos bens que cobiçava, por acreditar, em segredo, que não os merece. O que lhe dói não é a falta dos bens, mas do mérito. Daí sua compulsão de depreciar esses bens, de destruí-los ou de substituí-los por simulacros miseráveis, fingindo julgá-los mais valiosos que os originais. É precisamente nas dissimulações que a inveja se revela da maneira mais clara.
Por ironia, o que deu origem ao grand guignol das revoluções modernas não foi a exclusão, mas a inclusão: foi quando as portas das atividades culturais superiores se abriram para as massas de classe média e pobre que, fatalmente, o número de frustrados das letras se multiplicou por milhões.
A “rebelião das massas” a que se referia José Ortega y Gasset (La Rebelión de las Masas, 192 consistia precisamente nisso: não na ascensão dos pobres à cultura superior, mas na concomitante impossibilidade de democratizar o gênio. A inveja resultante gerava ódio aos próprios bens recém-conquistados, que pareciam tanto mais inacessíveis às almas quanto mais democratizados no mundo: daí o clamor geral contra a “cultura de elite”, justamente no momento em que ela já não era privilégio da elite.
Ortega, de maneira tão injusta quanto compreensível, foi por isso acusado de elitista. Mas Eric Hoffer, operário elevado por mérito próprio ao nível de grande intelectual, também escreveu páginas penetrantes sobre a psicologia dos ativistas, “pseudo-intelectuais tagarelas e cheios de pose… Vivendo vidas estéreis e inúteis, não possuem autoconfiança e auto-respeito, e anseiam pela ilusão de peso e importância.” (The Ordeal of Change, 1952)."
RETIRADO DESTE SITE :http://bulimunda.wordpress.com/2008/12/ ... ortugueses
Olavo de Carvalho
Folha de S. Paulo, 26 de agosto de 2003
A inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio de autovalorização, de tal modo que a alma, dividida, fala para fora com a voz do orgulho e para dentro com a do desprezo, não logrando jamais aquela unidade de intenção e de tom que evidencia a sinceridade.
Que eu saiba, o único invejoso assumido da literatura universal é O Sobrinho de Rameau, de Diderot, personagem caricato demais para ser real. Mesmo O Homem do Subterrâneo de Dostoiévski só se exprime no papel porque acredita que não será lido. A gente confessa ódio, humilhação, medo, ciúme, tristeza, cobiça. Inveja, nunca. A inveja admitida se anularia no ato, transmutando-se em competição franca ou em desistência resignada. A inveja é o único sentimento que se alimenta de sua própria ocultação.
O homem torna-se invejoso quando desiste intimamente dos bens que cobiçava, por acreditar, em segredo, que não os merece. O que lhe dói não é a falta dos bens, mas do mérito. Daí sua compulsão de depreciar esses bens, de destruí-los ou de substituí-los por simulacros miseráveis, fingindo julgá-los mais valiosos que os originais. É precisamente nas dissimulações que a inveja se revela da maneira mais clara.
Por ironia, o que deu origem ao grand guignol das revoluções modernas não foi a exclusão, mas a inclusão: foi quando as portas das atividades culturais superiores se abriram para as massas de classe média e pobre que, fatalmente, o número de frustrados das letras se multiplicou por milhões.
A “rebelião das massas” a que se referia José Ortega y Gasset (La Rebelión de las Masas, 192 consistia precisamente nisso: não na ascensão dos pobres à cultura superior, mas na concomitante impossibilidade de democratizar o gênio. A inveja resultante gerava ódio aos próprios bens recém-conquistados, que pareciam tanto mais inacessíveis às almas quanto mais democratizados no mundo: daí o clamor geral contra a “cultura de elite”, justamente no momento em que ela já não era privilégio da elite.
Ortega, de maneira tão injusta quanto compreensível, foi por isso acusado de elitista. Mas Eric Hoffer, operário elevado por mérito próprio ao nível de grande intelectual, também escreveu páginas penetrantes sobre a psicologia dos ativistas, “pseudo-intelectuais tagarelas e cheios de pose… Vivendo vidas estéreis e inúteis, não possuem autoconfiança e auto-respeito, e anseiam pela ilusão de peso e importância.” (The Ordeal of Change, 1952)."
RETIRADO DESTE SITE :http://bulimunda.wordpress.com/2008/12/ ... ortugueses
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jnar
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cristiano quê?
É algum prémio Nobel?
É algum economista que nos vai safar da crise?
É algum médico que tenta descobrir uma cura para alguma doença grave?
É algum cientista que tenta encontrar a solução para o aquecimento global, ou uma energia alternativa para substituir a dependência do petróleo?
É algum físico importante?
bom, talvez seja um matemático, não?
tantos portugueses que fazem realmente algo de importante por nós todos, espalhados por esse mundo fora e continuam anónimos...
é realmente triste, ver as prioridades deste nosso belo povo.
É algum prémio Nobel?
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Last edited by jnar on 14 Jan 2009 01:45, edited 1 time in total.
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rolando lima
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BRAVO jnar!!
vivemos no mundo da ilusão
só são reconhecidos aqueles que ganham milhões para benefício proprio, e os que fazem alguma coisa pela HUMANIDADE, são postos no caixote do lixo, esquecidos e abandonados
que MER....A de mundo!

vivemos no mundo da ilusão
só são reconhecidos aqueles que ganham milhões para benefício proprio, e os que fazem alguma coisa pela HUMANIDADE, são postos no caixote do lixo, esquecidos e abandonados
Um abraço.
Homem que nunca errou, foi pessoa que nunca trabalhou.
Uma injecção é outra história!!
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- Miguel Brito
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Realmente...
E também estranhei o exagero mediático em torno da batida do Ferrari 430 no túnel. Pior ficou a Lady Diana, e era de Mercedes.
Para quem ganha o que ele ganha, paga outro ferrari igual com parte do dinheiro de uma só semana. A maioria dos portugueses entalados pela crise, fazem uma mossa na porta do punto velho pago a prestações e ficam com ela assim mesmo para evitar mais despesa.
Em termos percentuais, é menor a despesa de Ronaldo com os diversos carros que tem, do que um português médio com o seu mini-salário e o seu carrito único.
E se acham a batida do ferrari excitante, então basta verem muito mais disso no site dos 'wrecked exotics'.
E também não me pareceu assim tão destruído: a frente estava desfeita, bem como danos laterais, mas a traseira estava inteira. Nada que uma temporada no banco de ensaio da 'Motortechnique' não cure. Eles até são especialistas em ferraris...
Como o carro tem matrícula portuguesa, daqui a uns tempos até é capaz de aparecer por aí já remendado, e com um "bom preço, muito apelativo, e com muitos poucos km's..."
E também estranhei o exagero mediático em torno da batida do Ferrari 430 no túnel. Pior ficou a Lady Diana, e era de Mercedes.
Para quem ganha o que ele ganha, paga outro ferrari igual com parte do dinheiro de uma só semana. A maioria dos portugueses entalados pela crise, fazem uma mossa na porta do punto velho pago a prestações e ficam com ela assim mesmo para evitar mais despesa.
Em termos percentuais, é menor a despesa de Ronaldo com os diversos carros que tem, do que um português médio com o seu mini-salário e o seu carrito único.
E se acham a batida do ferrari excitante, então basta verem muito mais disso no site dos 'wrecked exotics'.
E também não me pareceu assim tão destruído: a frente estava desfeita, bem como danos laterais, mas a traseira estava inteira. Nada que uma temporada no banco de ensaio da 'Motortechnique' não cure. Eles até são especialistas em ferraris...
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"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"
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MarcoVW61
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Caro JNAR;jnar wrote:cristiano quê?
É algum prémio Nobel?
É algum economista que nos vai safar da crise?
É algum médico que tenta descobrir uma cura para alguma doença grave?
É algum cientista que tenta encontrar a solução para o aquecimento global, ou uma energia alternativa para substituir a depêndencia do petróleo?
É algum físico importante?
bom, talvez seja um matemático, não?
tantos portugueses que fazem realmente algo de importante por nós todos, espalhados por esse mundo fora e continuam anónimos...
é realmente triste, ver as prioridades deste nosso belo povo.
Vê o exemplo de trabalho; trabalho até ao zénite do sucesso!!!
INDEPENDENTEMENTE DA ÁREA!
Um exemplo entre muitos!!!
Temos Lobos Antunes na Ciência e nas Letras, Saramagos e Carlos Lopes; Rosa Mota e Oliveira no Cinema; Etc etc
O que aqui "depoletou" o tópico FOI o programa opinião Pública sobre o jogador, e que foi DEPRIMENTE assistir, as intervenções pura e simplesmente fizeram a " CULTURA da AUTODESTRUIÇÃO" pois parece que o povo Português, já não sabe SONHAR; LUTAR até atingir os seus objectivos...
E quando notam alguém que alcance o sucesso merecido, é o descalabro!!!
Neste PORTUGAL faz-se a cultura do FALSO HUMILDE ( como o bonzinho ) e o AMBICIOSO ( não ganancioso! ) e que trabalha, luta pelos seus objectivos é visto como " arrogante"...
Triste País!
Quem quer fazer mais e melhor, é logo "morto à nascença"!!
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jnar
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marco, não tenho nada contra o rapazito... e embora não ligue muito à bola (não nego que sou capaz de ver alguns jogos em canal aberto), até acho que o dito cujo, dá uns bons pontapés no esférico....
o que me entristece, é ver o circo à volta desta personagem..como se fosse alguém realmente importante.
Uma notícia de rodapé, uma entrevista breve, ok...aceita-se...mais do que isso (e viu-se e continuamos a ver), é deprimente e apenas mostra que as prioridades deste povo, estão todas trocadas...
Sim, tens razão... Portugal é triste.
Já agora, alguém sabe dizer o nome de um (basta um) dos físicos portugueses, que trabalharam no mais recente acelerador de partículas?
É que com as descobertas ciêntificas que poderão surgir daí, podemos dar um salto quântico no nossso conhecimento....
alguém sabe dizer um nome (um que seja) de um médico do grupo de médicos portugueses, que recentemente descobriram um novo método de tratamento de lesões pulmonares?
alguém sabe o nome do português que lidera e liderou a equipa que descobriu novas proteínas protectoras na doença de Parkinson?
Alguém sabe o nome dos engenheiros portugueses, que desenvolveram e criaram o "Ion Jelly", um gel condutor muito leve e versátil, que será muito útil para novas baterias, por ser um material mais barato e ecológico?
Querem mais exemplos, de pessoas de quem, realmente, vale a pena falar e escreveer? Viram alguns destes assuntos debatidos na televisão?
Com as notícias desse menino, só estamos a criar mais imbecis, que vêem, no abandono escolar precoce e num par de chuteiras, a solução para um futuro... Imbecis, incultos e putos mentalmente incapazes, já temos de sobra!
como disseste e bem: triste país!!
o que me entristece, é ver o circo à volta desta personagem..como se fosse alguém realmente importante.
Uma notícia de rodapé, uma entrevista breve, ok...aceita-se...mais do que isso (e viu-se e continuamos a ver), é deprimente e apenas mostra que as prioridades deste povo, estão todas trocadas...
Sim, tens razão... Portugal é triste.
Já agora, alguém sabe dizer o nome de um (basta um) dos físicos portugueses, que trabalharam no mais recente acelerador de partículas?
É que com as descobertas ciêntificas que poderão surgir daí, podemos dar um salto quântico no nossso conhecimento....
alguém sabe dizer um nome (um que seja) de um médico do grupo de médicos portugueses, que recentemente descobriram um novo método de tratamento de lesões pulmonares?
alguém sabe o nome do português que lidera e liderou a equipa que descobriu novas proteínas protectoras na doença de Parkinson?
Alguém sabe o nome dos engenheiros portugueses, que desenvolveram e criaram o "Ion Jelly", um gel condutor muito leve e versátil, que será muito útil para novas baterias, por ser um material mais barato e ecológico?
Querem mais exemplos, de pessoas de quem, realmente, vale a pena falar e escreveer? Viram alguns destes assuntos debatidos na televisão?
Com as notícias desse menino, só estamos a criar mais imbecis, que vêem, no abandono escolar precoce e num par de chuteiras, a solução para um futuro... Imbecis, incultos e putos mentalmente incapazes, já temos de sobra!
como disseste e bem: triste país!!
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MarcoVW61
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O Exemplo de trabalho antes de sucesso ( Ao contrário do dicionário, que é ao contrário! ) era o objectivo do exemplo...
Em relação aos cientistas, tens razão!
Temos em várias áreas do conhecimento, MAS a maior parte deles para singrar tem que SAIR do país...
Temos o Lobo Antunes, que desenvolveu os implantes auditivos;
Temos a Engª Química que desenvolveu, para substituir as placas de Silício, a utilização de um material muito mais barato: O Papel!
Em relação ao tratamento da doença de Parkinson, foi uma equipa multidisciplinar, e existem também estudos na Univ. de Aveiro sobre esta doença...
E exemplos temos durante estes séculos todos:
Pedro Nunes; Garcia de Horta; Bartolomeu de Gusmão; Domingos Bomtempo; Camões; Garcia de Resende; D. Dinis; Gil Vicente; Egas Moniz; Câmara Pestana ( o nosso Pasteur ); Gago Coutinho; Eça de Queirós; Almada Negreiros; Siza Vieira; Edgar Cardoso; Duarte Pacheco; entre tantos outros vultos do conhecimento deste Pais...
Infelizmente já não estão entre nós...
E do passado vivem os Museus...
Em relação aos cientistas, tens razão!
Temos em várias áreas do conhecimento, MAS a maior parte deles para singrar tem que SAIR do país...
Temos o Lobo Antunes, que desenvolveu os implantes auditivos;
Temos a Engª Química que desenvolveu, para substituir as placas de Silício, a utilização de um material muito mais barato: O Papel!
Em relação ao tratamento da doença de Parkinson, foi uma equipa multidisciplinar, e existem também estudos na Univ. de Aveiro sobre esta doença...
E exemplos temos durante estes séculos todos:
Pedro Nunes; Garcia de Horta; Bartolomeu de Gusmão; Domingos Bomtempo; Camões; Garcia de Resende; D. Dinis; Gil Vicente; Egas Moniz; Câmara Pestana ( o nosso Pasteur ); Gago Coutinho; Eça de Queirós; Almada Negreiros; Siza Vieira; Edgar Cardoso; Duarte Pacheco; entre tantos outros vultos do conhecimento deste Pais...
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surfistaprateado
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O facto de esses nomes serem ignorados ou ocultados não é culpa nossa, mas sim da imprensa. Não se esqueçam disso.
Quanto ao ronaldo é um exemplo de trabalho e dedicação e acho que é isso q estamos a discutir aqui.
Mas têm duvidas q se aquele guru da bola fosse LAMPIÃO, menos de metade das criticas q li aqui ou q foram feitas nesse programa de tv nunca teriam existido?
O facto de ele ter feito um gesto com o dedo para os adeptos encarnados fez-lhe ganhar (e com mt orgulho, diga-se de passagem) 6* biliões ou triliões de inimigos ou lá o q é.
* o suposto numero de adeptos daquele clube
Quanto ao ronaldo é um exemplo de trabalho e dedicação e acho que é isso q estamos a discutir aqui.
Mas têm duvidas q se aquele guru da bola fosse LAMPIÃO, menos de metade das criticas q li aqui ou q foram feitas nesse programa de tv nunca teriam existido?
O facto de ele ter feito um gesto com o dedo para os adeptos encarnados fez-lhe ganhar (e com mt orgulho, diga-se de passagem) 6* biliões ou triliões de inimigos ou lá o q é.
* o suposto numero de adeptos daquele clube
Antes de "E" e de "I" NUNCA se usa "Ç" 
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Acho inevitável sentir uma ponta de orgulho ao ver o nome de um português correr fronteiras, seja em que área for.
Concordo que o futebol está sobrevalorizado em todos os aspectos, e para isso nem precisamos de comparar com as áreas que o jnar referiu (verdadeiramente produtivas para a sociedade), basta constatar a atenção dada aos outros desportos = 0.
Já nem falo em Portugal mas sim na europa, um grão de areia quando comparada com os estados unidos, onde todos os desportos e mais algum enchem estádios e têm cobertura televisiva.
Condeno as pessoas que se sentem realizadas por o Ronaldo ser considerado o melhor futebolista do mundo, mas quando o vizinho sobe de posto no emprego ou compra um carro novo sentem inveja.
Condeno as pessoas que choram em frente a uma televisão a morte da princesa Diana, mas não vão ao funeral do vizinho que morreu num acidente de viação.
Concordo que o futebol está sobrevalorizado em todos os aspectos, e para isso nem precisamos de comparar com as áreas que o jnar referiu (verdadeiramente produtivas para a sociedade), basta constatar a atenção dada aos outros desportos = 0.
Já nem falo em Portugal mas sim na europa, um grão de areia quando comparada com os estados unidos, onde todos os desportos e mais algum enchem estádios e têm cobertura televisiva.
Condeno as pessoas que se sentem realizadas por o Ronaldo ser considerado o melhor futebolista do mundo, mas quando o vizinho sobe de posto no emprego ou compra um carro novo sentem inveja.
Condeno as pessoas que choram em frente a uma televisão a morte da princesa Diana, mas não vão ao funeral do vizinho que morreu num acidente de viação.
Ditado VW: Devagar que tenho pressa
