Caro JCSE,
Não percebi essas questões:
- Calcular a diferença em termos de quê ? De velocidade dos gases ? E a que temperatura dos gases ? E o que é que irias fazer com essa diferença que alguém te poderia estimar ?
De qualquer forma, para estimar isso seria necessário conhecer muitos dados que ainda não foram definidos, como por exemplo a abertura máxima das válvulas, que será determinada pela árvore de cames escolhida.
Se fosse para um motor tipo-4 bem puchado, a fazer 7000RPM com uma cambota com contra-pesos, ainda valeria a pena pensar em optimisar tudo usando um "
Banco de ensaio de fluxo" como os apresentados em
http://www.superflow.com/flowbenches/index.cfm mas não havendo competição com uma classe específica para esse motor, valeria mais a pena gastar os Euros a comprar um motor Subaru para aplicar numa carrinha.
Para o caso específico do motor 1,7L do JNAR, percebe-se que o objectivo dele é obter um motor que permita uma velocidade de cruzeiro superior ao motor 1600 (em particular nas subidas) mas com um consumo que não exceda o do 1600, pelo que não vale a pena estar a desenvolver grandes teorias.
- Quando falei de termos o mesmo comprimento de fluxo dos gases com o escape da BAS, eu estava a pensar em "cm" pois os outros 2 escapes referidos para os motores tipo 4 não se podem comparar, dado que o objectivo das suas concepções é ter os caminhos de cada saída das cabeças até à panela o mais curto e simples possível (o que corresponde também ao custo de fabricação o mais baixo possível).
Nos 2 escapes mais baratos a diferença entre os comprimentos dos fluxos dos gases de escape até se mede em "dm", que tem uma ordem de grandeza 10 mil vezes maior que os centésimos de mm que referiste.
Acho que mesmo 1cm de diferença não será critico para o rendimento de um escape "4 em 1" porque as diferentes curvas que têm que descrever os tubos provenientes de cada cilindro até se unirem num só, levam a que os gases tenham escoamentos ligeiramente diferentes em cada tubo.