Boas .
Já andei por aqui há uns aninhos.
Herdei este 1302s do meu pai que o comprou em 1974, em 2ª mão a um bancário de Coimbra.
Passou os seus tempos mais férteis em Viseu .... o que há disso para contar...
Hoje está um bocado mais reservado à garagem, mas mantém-se na família desde há quase 40 anos.
Acabo de me sentir surpreendido e muito emocionado com o breve comentário do sr. Rolando Lima.
Posso expressar-vos a razão:
Este carro constitui para mim a herança mais viva e sentida do seu anterior proprietário, o meu pai.
O meu pai foi barbeiro de profissão, na nossa terra natal, Viseu.
Com os sacrifícios próprios da época, adquiriu aquele que foi durante a sua vida o seu único automóvel. Este 1302s de 1971.
Numa tarde trágica do mês de Julho de 1983, o meu pai perdeu a vida num acidente absolutamente estúpido (não foi acidente rodoviário). Eu tinha apenas 17 anos de idade.
Mais tarde, a vida profissional afastou-me da cidade de Viseu, que adoro e que aconselho, mas onde me refugio frequentemente.
É por estas razões e por muitas outras que aqui não cabe revelar, que o facto de encontrar por aqui uma pessoa que reconheceu este carro após exactamente 26 anos, me encheu de emoção.
Seja quem for, sr. Rolando Lima, havemos de nos encontrar aí por Viseu, se o senhor assim o permitir, e fica a promessa de lhe pagar um copo nem que seja na Feira de S. Mateus.
Já agora e em particular para o sr. Rolando Lima, não me querendo tornar chato:
O mecânico deste carro em Viseu era apenas o (Chefe) da GAVIS - sr. Manelzinho, de Rio de Loba. Era amigo pessoal do meu falecido pai e nessa época, meus amigos o barulho daquele motor era uma coisa digna de ser ouvida.
Pena tenho eu que agora, por terras mais próximas da capital (Palmela), não encontre facilmente gente daquele saber e daquela honestidade. (Sem qualquer tipo de ofensa).
Por isto meus amigos, posso dizer-vos que não é qualquer pretenso dono dum plástico que algum dia terá a honva, ou viva, ou se emocione e possa usufruir momentos desta riqueza, ao descobrir um ex-vizinho 26 anos depois e que lhe reconhece imediatamente a máquina apenas por uma foto num contexto totalmente desconhecido.
Parabéns a todos os que têm esta relação com os VW AR e com as pessoas.